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Primeiro, foi proibida a entrada de sacos de roupa e de bens alimentares nas prisões devido ao surto do novo coronavírus. Depois, voltaram a poder entrar apenas aqueles que tinham peças de roupa. Agora, a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) voltou a permitir a entrada de sacos com comida nos Estabelecimentos Prisionais (EP).

A medida foi comunicada pelo diretor geral Rómulo Mateus na sequência de uma orientação publicada pela Direção Geral da Saúde (DGS) na segunda-feira, confirmou ao Observador fonte oficial da DGRSP, numa nota enviada por escrito. A nova orientação prevê que os sacos com roupa e aqueles que não tenham comida que se estrague facilmente permaneçam guardados pelo período de 48 a 72 horas, até serem entregues aos reclusos.

“O profissional que manuseia as embalagens que os familiares trazem de fora deve usar luvas de nitrilo ou de latex”, lê-se ainda na norma da DGS.

Os reclusos podem, assim, receber roupa e comida, numa altura em que não podem receber visitas. Inicialmente, foram suspensas as visitas nos EPs da zona norte, mas atualmente, desde o passado dia 16 de março, as visitas de familiares estão suspensas na totalidade das cadeias do país.

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No final da semana passada, também as férias dos guardas prisionais foram suspensas devido ao surto do novo coronavírus. Além disso, o número de guardas prisionais por turno vai ser reduzido a metade de forma a evitar a propragação da Covid-19.

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Até ao momento, não há registo, no sistema prisional, de qualquer caso positivo da Covid–19, informou também a DGRSP em nota enviada ao Observador, onde elogia ainda o “entendimento cooperante e cívico que a generalidade dos trabalhadores, reclusos, jovens internados em centros educativos e respetivos familiares e amigos têm revelado para com os constrangimentos resultantes desta situação de emergência”.