Espanha adquiriu novos testes rápidos com o objetivo de aumentar a capacidade de testarem da população ao novo coronavírus. Contudo, um documento agora publicado pela Sociedade Espanhola de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica (SEIMC, na sigla espanhola) adverte para o facto de os novos testes apresentam uma sensibilidade inferior a 50%, segundo avança o El Español.

A conclusão chega depois de, a 26 de março, os primeiros testes rápidos comprados pelo Ministério da Saúde espanhol, da marca Bioeasy, terem revelado uma sensibilidade de 30%, quando a fiabilidade dos mesmos devia ser de 80%.

A marca e a proveniência da nova leva de testes continuam por revelar. O mesmo jornal espanhol diz ter pedido esclarecimentos ao ministério, mas sem ter obtido qualquer resposta até à hora de publicação da notícia.

Sobre os novos testes rápidos, sabe-se que, ao contrário dos anteriores, produzidos na China, não se assemelham a um teste de gravidez. O novo teste não está a ser comercializado em Espanha, encontra-se em fase de validação por parte de especialistas.

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Atualmente, a SEIMC continua a recomendar os testes mais lentos, com recurso à PCR, ou seja, a uma proteína reativa. Contudo a organização adverte para a escassez a nível mundial dos reativos utilizados, o que pode ser preocupante, já que o número de casos ainda não parou de subir. A situação poderá ser especialmente dramática na Europa, já muitos dos fabricantes destes elementos reativos estão nos Estados Unidos e, atualmente, preferem produzir em exclusivo para colmatar a faltas do país.