(Em atualização)

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi internado na tarde desta segunda-feira na unidade de cuidados intensivos do Hospital St. Thomas, depois de o seu estado de saúde ter “piorado”.

A informação foi dada à imprensa pelo porta-voz do governo britânico, confirmando que o estado de saúde do primeiro-ministro, que está infetado com Covid-19, piorou, embora Boris Johnson “esteja consciente”. “Ao longo desta tarde, o estado de saúde do primeiro-ministro piorou e, seguindo os conselhos da equipa clínica, ele foi transferido para a unidade de cuidados intensivos do hospital”, confirmou o porta-voz, citado pela iTV.

Já esta terça-feira de manhã, quando passavam 13 horas depois do internamento nos cuidados intensivos, o ministro dos Assuntos Políticos, Michael Gove, garantiu em entrevista à LBC que Boris Johnson está a receber oxigénio mas não está com um ventilador.

A transferência terá sido feita por volta das 19h (hora de Londres e Lisboa) desta segunda-feira. Embora Boris Johnson esteja consciente e sem necessidade de ventilador, para já, a equipa médica achou melhor que esteja numa unidade com ventiladores, caso venha a ser necessário.

Vários políticos britânicos já reagiram às notícias, desejando as melhoras ao primeiro-ministro. Keir Starmer, o recém-eleito líder da oposição (Partido Trabalhista), classificou a notícia da transferência de Boris para os cuidados intensivos como “terrivelmente tristes”.

Também o presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan, afirmou que está “a rezar por uma rápida recuperação” do primeiro-ministro. A anterior primeira-ministra, Theresa May, foi outra das figuras políticas a lamentar a situação e a sublinhar que “este terrível vírus não discrimina”.

Outro antigo líder britânico, David Cameron, deu uma entrevista à Sky News onde destaca a “energia” de Boris Johnson e o define como alguém “muito duro, muito resiliente, muito em forma”. “Sei isso porque já o enfrentei no court de ténis e tenho a certeza de que ele vai recuperar”, afirmou.

Também líderes internacionais começam a reagir à notícia. O Presidente francês, Emmanuel Macron, declara todo o seu apoio a Boris Johnson, “à sua família e ao povo britânico, neste momento difícil”. O negociador europeu para o Brexit, Michel Barnier (também ele infetado com Covid-19), também desejou uma rápida recuperação ao primeiro-ministro britânico.

O primeiro-ministro português, António Costa, também desejou as melhoras ao primeiro-ministro britânico esta terça-feira. “Desejo a Boris Johnson uma rápida e total recuperação. Mantemo-nos ao lado do povo britânico durante estes tempos difíceis”, escreveu o chefe do Governo.

Dominic Raab a postos. “Há um espírito de equipa forte a apoiar o PM”

O porta-voz confirmou ainda que “o primeiro-ministro pediu ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab, que o substitua caso venha a ser necessário” — uma informação que já tinha sido tornado pública pelo próprio Boris Johnson quando anunciou que está infetado.

Dominic Raab reagiu entretanto às notícias mais recentes, confirmando que o primeiro-ministro lhe pediu diretamente para o substituir se vier a ser necessário: “Há um espírito de equipa incrivelmente forte a apoiar o primeiro-ministro e a garantir que temos todos os planos dos quais ele nos deu instruções, para que os apliquemos o mais rápido possível”, afirmou. “Assim poderemos carregar todo o país e atravessar este desafio do coronavírus.”

Também a Rainha está a par da situação. De acordo com o correspondente real da iTV, Chris Ship, o Palácio de Buckingham confirmou que Isabel II está “a ser mantida informada” do estado de saúde do primeiro-ministro.

Na tarde desta segunda-feira, em conferência de imprensa, Dominic Raab tinha declarado que a última vez que falou com o primeiro-ministro foi no sábado, e “em pessoa”. “Ele ainda está aos comandos, mas continuará a seguir os conselhos dos médicos sobre o que fazer a seguir”, acrescentou aquele que está à beira de se tornar o primeiro-ministro em funções.