O canil/gatil de Coimbra está a aceitar pedidos de adoção de animais pela internet e vai entregar, a partir de terça-feira, os animais no domicílio do adotante, disse esta quinta-feira o vereador da Câmara responsável pelo setor.

“A partir de 14 de abril [terça-feira], o Canil Municipal de Coimbra vai levar a casa [do adotante] o seu melhor amigo [o animal adotado], sem ele precisar de sair de casa”, disse hoje à agência Lusa o vereador Francisco Queirós, responsável, designadamente, pelo pelouro do Serviço Médico Veterinário da Câmara de Coimbra.

Esta é a forma encontrada pelo canil/gatil de Coimbra para “garantir que as adoções continuam durante o atual estado de emergência”, sublinhou o vereador comunista, eleito pela CDU, em exercício de funções a tempo inteiro na Câmara de Coimbra, liderada pelo socialista Manuel Machado.

Embora não se tenha registado aumento da procura de animais para adotar, “tem-se a perceção de que há, nesta ocasião, mais gente interessada em adotar animais” — este é um meio de combater o isolamento e a solidão –, mas que ainda não o terá feito por isso implicar deslocações ao canil/gatil, explicou Francisco Queirós.

A variação na entrada e saída de animais no Canil Municipal de Coimbra, nesta época de pandemia da covid-19 e de estado de emergência, relaciona-se apenas com a relativa diminuição do número de animais feridos, o que se deve explicar com a redução substancial do tráfego automóvel e dos acidentes rodoviários, admitiu.

Atualmente o canil/gatil de Coimbra acolhe cerca de uma centena de animais.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil. Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito esta quinta-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 409 mortes, mais 29 do que na véspera (+7,6%), e 13.956 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 815 em relação a quarta-feira (+6,2%). Dos infetados, 1.173 estão internados, 241 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 205 doentes que já recuperaram.