O Ministério da Saúde não paga “nada desde janeiro” às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), aumentando, assim, a dívida do Estado para com estas entidades, disse o presidente do PSD. Rui Rio esteve esta segunda-feira reunido com os líderes da União das Misericórdias e da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e com o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto.

À saída do encontro, Rio afirmou que ficou “admirado” com o facto de as IPSS receberem pela Segurança Social “aquilo a que têm direito”, mas, quanto ao que têm a receber do Ministério da Saúde, “o Governo não tem pago nada desde janeiro”.

O PSD fez uma proposta para que pagassem tudo o que devem, mas estava a milhas de imaginar que não pagaram nada desde janeiro. Em particular quando agora, todas estas instituições têm tido um trabalho ainda mais importante do que é o trabalho que já fazem todos os dias”, frisou o líder social-democrata.

Rui Rio admitiu que “uma instituição ou outra” pode ter recebido mas insistiu que existe uma falha generalizada por parte do Ministério da Saúde. Questionado pelos jornalistas sobre o montante da dívida, Rio disse não ter números concretos. Que constrangimentos está a situação a causar? “Ou cada uma das instituições tem fôlego financeiro para pagar aos seus fornecedores, ou então são os seus fornecedores que não recebem de quem lhes deve, neste caso é o Estado”. E adiantou que “devem ser muito poucas” as instituições que “têm fôlego financeiro para aguentar sem receber“.

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