Oito mil pessoas vão ser submetidas, a partir desta terça-feira, a testes sero-epidemiológicos rápidos para a Covid-19 na cidade de Nampula, Moçambique, para avaliar a exposição ao novo coronavírus e travar a transmissão comunitária.

Segundo o diretor-geral adjunto do Instituto Nacional de Saúde (INS) de Moçambique, Eduardo Samo Gudo, a escolha da cidade de Nampula deve-se ao facto de ser o primeiro local a registar transmissão comunitária em Moçambique e com uma propagação acelerada de casos de Covid-19.

A cidade conta atualmente com 188 casos positivos de Covid-19 e dois óbitos. No total, o país regista 609 infeções e três vítimas mortais.

O público-alvo do teste são profissionais de saúde, operadores de transporte público de passageiros, vendedores do setor formal e informal, polícias e residentes de bairros densamente povoados.

O teste não deteta a presença do novo coronavírus no momento da sua realização, mas indica se a pessoa foi exposta ao vírus. O resultado é revelado em 15 minutos, ao contrário do teste para a deteção do novo coronavírus, cujo resultado é conhecido em dois dias, acrescentou.

A elevada densidade populacional da cidade de Nampula e o incumprimento das medidas de prevenção de Covid-19, principalmente o distanciamento social, podem ser alguns dos principais fatores da elevação disseminação da pandemia, afirmou Eduardo Samo Gudo.

Além do inquérito, as autoridades ativaram equipas multisetoriais de gestão de Covid-19, fortalecimento de equipas locais de epidemiologia e a introdução de aviso eletrónico precoce de casos de Covid-19 nas unidades de saúde dos 23 distritos da província, para deter a propagação da epidemia na cidade de Nampula.

Ainda este mês, vai entrar em funcionamento o laboratório de testagem de Covid-19, para que os testes das amostras recolhidas na província passem a ser realizados na cidade de Nampula. Eduardo Samo Gudo referiu que o inquérito sero-epidemiológico será realizado noutros pontos do país.