Antonio Sesé, antigo conselheiro do Valência Clube de Futebol, apresentou queixa contra o dono do clube Peter Lim, o agente português Jorge Mendes, e ainda Anil Murthy, Lay Hoon Chan e Kim Koh, conforme anunciou o próprio em conerência de imprensa. A financeira Meriton Holdings e a sociedade patrimonial de Jorge Mendes também são visadas nas acusações apresentadas.

O antigo conselheiro denunciou administração injusta, imposição de acordos abusivos por parte do acionista maioritário, corrupção por empresas privadas e lavagem de dinheiro.

Na conferência de imprensa, esta quinta-feira, Antonio Sesé e o advogado Miguel Durán disseram que há um ano que andam a recolher informações, para entregar à justiça, que evidenciam a alegada prática dos crimes que levaram a perdas acumuladas de 96,4 milhões de euros só nos primeiros quatro anos do mandato de Peter Lim. Neste momento, o clube terá 141 milhões de euros negativos de fundo de maneio e 560 milhões de dívidas.

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“Conseguimos averiguar que o senhor Lim e o senhor Mendes, sob acordo, organizaram-se para comprar direitos de jogadores e vendê-los depois ao Valência CF, por um valor superior”, disse o advogado Miguel Durán citado pelo jornal Las Provincias. “Foram contratados jogadores de escasso valor patrimonial por valores elevados. Os beneficiários são o Benfica e equipas portuguesas.

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Entre os negócios sob suspeita estão a venda de jogadores do Sport Lisboa e Benfica ao Valencia CF, como Rodrigo, André Gomes, Cancelo e Enzo Pérez. E ainda contrações de futebolistas que não estariam em boas condições físicas, como Mangala que foi contratado ao Manchester City dois meses depois de ter chumbado nos testes médicos do Futebol Clube do Porto por causa do joelho.

Sesé disse ainda que a falta de pagamento aos jogadores do plantel é uma situação muito grave. “A última coisa que pode acontecer num clube de futebol é não poder pagar aos jogadores.”

O antigo conselheiro partilhou a conferência na conta do Twitter, mas diz que o vídeo foi bloqueado depois de “centenas de denúncias” contra a publicação.