Portugal e Israel vão cooperar em países terceiros em projetos que contribuam para a “erradicação da pobreza e o desenvolvimento sustentável”, segundo um memorando de entendimento assinado esta terça-feira em Lisboa.

O “Memorando de Entendimento sobre Cooperação para o Desenvolvimento de Países Beneficiários Mútuos”, assinado em conjunto pelo presidente do Camões — Instituto da Cooperação e da Língua, Luís Faro Ramos, e pelo embaixador de Israel em Lisboa, Raphael Gamzou, pretende permitir “ações conjuntas de cooperação” em países “em áreas nas quais os dois governos partilham um interesse comum, e que contribuam para a erradicação da pobreza e o desenvolvimento sustentável”, refere uma nota divulgada por este organismo português.

“As atividades a realizar no âmbito deste Memorando de Entendimento poderão incluir áreas que coincidam ou sejam complementares às prioridades geográficas e setoriais dos Governos da República Portuguesa e do Estado de Israel, e estarão em linha com as prioridades de desenvolvimento de cada país beneficiário”, acrescenta a nota, que aponta que os países deverão ser selecionados “conjuntamente pelos signatários”.

Este memorando de entendimento sobre cooperação triangular com Israel junta-se a outros já firmados por Portugal com nove países.

De acordo com o instituto Camões, Israel “tem desempenhado um papel cada vez mais relevante e ativo enquanto ator de desenvolvimento”, destacando que este “poderá vir a estender-se cada vez mais os PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa] e Timor-Leste”.

O reforço de ações de cooperação entre Portugal, Israel e estes países, em áreas a identificar futuramente, poderá certamente beneficiar deste papel cada vez mais influente de Israel na esfera da cooperação para o desenvolvimento, bem como da experiência e do papel dinamizador de Portugal na criação de parcerias para o desenvolvimento, abrangendo vários continentes”, sublinha o Instituto Camões.

O Camões é um instituto público, tutelado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que tem por missão propor e executar a política de cooperação portuguesa e a política de ensino e divulgação da língua e cultura portuguesas no estrangeiro.