A taxa de ocupação hoteleira em Macau foi de 40% em outubro, menos 48,3 pontos percentuais em relação ao mesmo mês de 2019, anunciou hoje a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Em outubro, os 120 hotéis e pensões do território hospedaram 438 mil pessoas, menos 62,8% em comparação com o período homólogo do ano passado, indicou a DSEC em comunicado.

O número de hóspedes da China foi de 358 mil, num acréscimo de 168,1% relativamente ao mês de setembro, mas numa queda de 56,1% em comparação com outubro de 2019. Já o número de hóspedes locais, 57 mil, cresceu 13,6% em termos anuais, indicou. No período de janeiro a outubro, a taxa de ocupação hoteleira foi de 24,6%, menos 66,0 pontos percentuais, relativamente ao período homólogo do ano anterior, de acordo com o mesmo comunicado.

Assim, os hotéis e pensões de Macau receberam 2.819.000 hóspedes, menos 76%, em comparação com os primeiros 10 meses de 2019. No mês passado, “não se registou nenhum visitante em excursões”, disse a DSEC.

Na reunião do Conselho para o Desenvolvimento Turístico, em 19 de novembro, os dados avançados pelas autoridades indicavam que Macau tinha registado, em meados do corrente mês, uma média diária superior a 20.600 turistas e durante a primeira semana do mês a ocupação hoteleira chegou a atingir 45%, uma ligeira melhoria em relação a outubro.

Na primeira semana de novembro, segundo os dados fornecidos às autoridades pelos estabelecimentos hoteleiros, a taxa de ocupação média nos hotéis foi de entre 33% e 45%. Após a reabertura dos vistos individuais e de grupo da China continental para o território em 23 de setembro, suspensos desde o início da pandemia de Covid-19, o número de visitantes na capital mundial do jogo tem subido gradualmente, ainda que de forma lenta e muito abaixo de uma média de cerca de três milhões de visitantes registada por mês em 2019.

Macau foi dos primeiros territórios a ser atingido pela pandemia, tendo registado 46 casos. Atualmente, não tem nenhum caso ativo. A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.460.018 mortos resultantes de mais de 62,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.