O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira manifestou o seu “profundo pesar” pela morte do jornalista Pedro Camacho, considerando que “deixa uma marca indelével na comunicação social portuguesa”.

“Com uma vasta competência e dedicação ao jornalismo, Pedro Camacho deixa uma marca indelével na comunicação social portuguesa, donde se destacam os trabalhos de direção da revista Visão e da agência Lusa, bem como as passagens pelo Diário de Notícias e pelo jornal Público”, diz José Manuel Rodrigues numa nota hoje distribuída pelo parlamento madeirense.

O presidente do principal órgão de governo próprio desta região autónoma recorda que Pedro Camacho é “filho da escritora com ligações à Madeira, que também se notabilizou no jornalismo”.

“Pedro Camacho é um dos mais prestigiados jornalistas portugueses que contribuiu para que a agência Lusa continuasse a ser uma referência fundamental no panorama informativo nacional”, sublinha o presidente da Assembleia desta região.

José Manuel Rodrigues termina a nota de pesar expressando “sentidas condolências” à família de Pedro Camacho.

O jornalista Pedro Camacho, ex-diretor de informação da Lusa, que estava atualmente à frente da Direção de Inovação e Novos Projetos da Agência de Notícias de Portugal, morreu no sábado aos 59 anos, vítima de covid-19, depois de várias semanas internado no Hospital de Cascais.

A ligação ao jornalismo era comum na sua família. Filho de Rui Camacho, antigo chefe de redação da ANOP – Agência Noticiosa Portuguesa, que esteve na origem da Lusa, e de Helena Marques, jornalista e escritora que morreu em 20 de outubro também de covid-19, Pedro Camacho tinha ainda como irmãos os jornalistas Paulo Camacho e Francisco Camacho.