Já não há motoristas portugueses retidos no Reino Unido, garantiu à rádio Observador André Matias de Almeida, porta-voz da Antram (Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias).

“Neste momento, a informação que a Antram tem, que carece de atualização permanente e a todo o minuto, é que não há nenhum motorista que esteja retido no Reino Unido: ou já passaram a fronteira ou estão em trânsito”, disse André Matias de Almeida. “A situação é muito diferente do que há 24 horas.”

Ainda assim, o porta-voz aponta o “impacto brutalmente negativo”. Por um lado, do ponto de vista humano, porque os motoristas viver os últimos dias em “condições desumanas” e não conseguiram passar o Natal em família como tinham planeado. Por outro, o impacto económico para as empresas depois de um ano que já não tinha sido fácil.

Camionistas retidos no Reino Unido. “Impacto é brutalmente negativo”

André Matias de Almeida disse que as perdas de três milhões de euros durante esta paralisação forçada serão apenas um “valor indicativo mínimo”. “Acreditamos que o valor pode ser superior a esse montante”, acrescenta.

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“A Antram vai pedir uma reunião urgente, para a primeira quinzena de janeiro, com o Governo”, disse o porta-voz da associação.

Além do impacto que teve a retenção na fronteira do Reino Unido, o porta-voz da Antram refere também o aumento do salário dos motoristas depois das greves do ano passado ou o aumento que está previsto para 2021. “São mais de 100 euros por trabalhador”, o que significa “mais de um milhão de euros para 2021” para algumas empresas.

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