Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Estamos a viver um “inverno à antiga”, como lhe chamou o climatologista Mário Marques no programa Resposta Pronta da rádio Observador. “Janeiro quer-se geadeiro”, lembrou, citando o provérbio popular, mas destacando que não se viam tanto dias seguidos de geada em Portugal — neste momento já são 13 — desde os anos 1980.

O frio, que algumas regiões do país fez os termómetros baixar aos 7ºC negativos, foi normal noutros tempos, mas está a fazer com que este seja o inverno mais frio da década — aliás, do milénio —, como referiu Mário Marques, consultor na iClimate Adviser. A razão, porém, não é a mesma que nos dava os invernos frios de outros tempos: este ano, “o anticiclone dos Açores estendeu-se em crista até à Gronelândia”, e “a massa de ar frio foi injetada de forma contínua desde o início de janeiro”. Ou seja, em vez das temperaturas frias próprias da época, tivemos um verdadeiro frio polar.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.