Uma palestra que começa com imagens de um treino de Portugal na Cidade do Futebol, uma mensagem que muito rapidamente chega a todos através da televisão e das redes sociais. O selecionador Fernando Santos dá a cara por um filme que foi lançado este sábado pela Amnistia Internacional, em parceria com a Federação Portuguesa de Futebol, que pretende reforçar a mensagem de que racismo, xenofobia e discriminação não têm lugar no futebol.

“Atenção, nunca esqueçam que quando entramos em campo somos Portugal. Vocês são um exemplo. O que fazem dentro do campo influencia quem joga a bola no bairro, na escola, em todo o lado. Homens, crianças, mulheres… Lembrem-se que somos todos seres humanos, somos todos iguais. Não interessa a cor da pele, a raça, o género, a orientação sexual. Não entrem na onda das ofensas, não deem espaço ao racismo”, começa por dizer o campeão europeu, num discurso que vai sendo cruzado com imagens de várias pessoas em diferentes contextos.

“A educação vem muito antes da rivalidade. Está na hora de dar o nosso melhor sem esquecer que o mais importante é dar o exemplo. É por isso que todos vocês são o meu onze”, conclui Fernando Santos no filme.

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Conforme foi explicado pela Federação, o filme insere-se no projeto “Eu Jogo Pelos Direitos Humanos”, que a Amnistia Internacional lançou em setembro de 2020 e que conta com o apoio de vários órgãos, entidades governamentais, instituições e empresas ligadas ao futebol nacional com o objetivo de “sensibilizar e educar todos os agentes desportivos para os Direitos Humanos”. A data escolhida, 30 de janeiro, assinala também aquele que é o Dia Internacional da Não Violência e da Paz nas Escolas, que é assinalada desde o ano de 1964.