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Portugal ainda está "verde", mas pouco: Rt é agora de 0,97 e pode ameaçar o ritmo do desconfinamento

Este artigo tem mais de 3 anos

Quando anunciou plano de desconfinamento, Costa fixou um dos critérios: o Rt (índice de transmissibilidade) não poderia superar 1, mas continua a aumentar: já é de 0,97. Incidência também sobe.

Portuguese Prime Minister Antonio Costa attends a videoconference of the members of the European Council under the Portuguese Presidency of the Council, in Lisbon, Portugal, 25 March 2021. EU leaders will meet to take stock of the COVID-19 epidemiological situation and will also discuss transatlantic relations together with US President Joe Biden. The single market, digital transformation, the situation in the Eastern Mediterranean, relations with Russia, and the international role of the euro are also on the agenda. ANTONIO PEDRO SANTOS/LUSA
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O aumento constante do Rt, índice de transmissibilidade do coronavírus, pode complicar o ritmo de desconfinamento previsto por António Costa

ANTONIO PEDRO SANTOS/LUSA

O aumento constante do Rt, índice de transmissibilidade do coronavírus, pode complicar o ritmo de desconfinamento previsto por António Costa

ANTONIO PEDRO SANTOS/LUSA

Portugal está “verde”, mas pouco. O país continua a estar no quadrante mais positivo da matriz de risco concebida pelo Governo, que ilustra a evolução e estado da pandemia da Covid-19 em território nacional. Mas depois da atualização de dados feita esta sexta-feira, a cor é já quase um verde amarelado. Isto porque o índice de transmissibilidade, o chamado R(t), está cada vez mais próximo do limite que António Costa definiu — após auscultar peritos de saúde — como máximo para Portugal desconfinar ao ritmo previsto: 1.

O R(t), que calcula o índice de transmissibilidade do coronavírus no país ou, por outras palavras, qual o risco a que um infetado está de transmitir o vírus e a quantas pessoas em média, chegou a ser de 0,83 em solo nacional a 15 de março.

Nessa altura, o primeiro-ministro já tinha apresentado o plano de desconfinamento e colocara o R(t) abaixo de 1 como um dos (vários) critérios que teriam de ser cumpridos para que o plano não tivesse de ser revisto. Se o R(t) continuar a aumentar ao ritmo a que tem aumentado nas últimas duas a três semanas, será difícil não ultrapassar o limite de 1 muito em breve.

O aumento do R(t) nas últimas horas foi comunicado pela Direção-Geral da Saúde no boletim diário em que atualiza a evolução da propagação da pandemia no país. O boletim identifica mais 548 casos de infeção pelo SARS-CoV-2 e mais nove mortes de pessoas infetadas com o coronavírus em Portugal.

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Incidência aumenta mas preocupa menos

A chamada “incidência” da pandemia no país — termo que as autoridades portuguesas usam para enquadrar o número de novos casos de infeção pela dimensão da população — cifra-se agora em 62,9 casos, em média, por cada 100 mil habitantes de Portugal continental e em 65,6 casos em média por cada 100 mil habitantes do país no seu todo.

Estes novos números significam que a incidência aumentou em Portugal nas últimas 24 horas, dado que o número de casos em média por 100 mil habitantes era de 62,4 em território continental (aumentou 0.5) e em território nacional era de 65,3 (aumentou 0.3).

Ainda assim, Portugal continua com um número de novos contágios ainda distante do rácio que obrigaria o Governo a rever as medidas de desconfinamento: 120 novos casos por cada 100 mil habitantes.

Terceiro dia consecutivo com mais casos do que há uma semana

O número de novos casos comunicado no boletim da DGS desta sexta-feira, 548 (referente, como habitual, a infeções detetadas nas 24 horas anteriores), é superior ao do mesmo dia da semana passada: 488.

A variação significa que ao longo das 24 horas de um mesmo dia da semana — quinta-feira — foram reportados esta semana mais 60 casos de infeção do que na semana passada.

Este é o terceiro dia consecutivo em que o número de novos casos é superior ao verificado no mesmo dia da semana passada. No boletim da DGS (Direção-Geral de Saúde) de esta quinta-feira, 1 de abril, eram reportados 592 novos casos, mais 169 do que na quinta-feira prévia (423). E na quarta-feira, 31 de março, eram comunicados mais 43 casos novos (ao todo, 618) do que na 4ª anterior (ao todo, 575).

Menos 25 doentes com Covid-19 em hospitais, mais 2 em cuidados intensivos

Às 0h de esta sexta-feira, estavam internadas em hospitais portugueses 513 pessoas infetadas com o coronavírus. O número de doentes internados tem caído de forma consistente desde 1 de fevereiro. Nesse dia, o boletim da DGS reportava mais de 6.800 pessoas internadas em Portugal (mais concretamente, 6.869). Ou seja, a ocupação hospitalar afeta à Covid-19 chegou a ser 12 vezes superior à atual.

Também o número de doentes em cuidados intensivos tem caído nas últimas semanas, dado que chegou a ultrapassar o registo de 800 — entre 29 de janeiro e 13 de fevereiro — e de 900 no pico da última vaga de contágios.

No boletim de 5 de fevereiro, dia com mais doentes em UCI desde a chegada da pandemia a Portugal, as autoridades de saúde identificavam 904 doentes nestas unidades hospitalares. Às 0h00 de esta sexta-feira estavam 131 doentes em unidades de cuidados intensivos, mais dois do que na contabilização feita 24 horas antes.

Casos ativos continuam a cair: 26.339 pessoas infetadas

O número de casos ativos — pessoas dadas como estando de momento infetadas, o que exclui aqueles que não resistiram e os que já recuperaram da infeção — voltou a diminuir em Portugal nas últimas 24h.

Às 0hoo de esta sexta-feira, 26.339 pessoas eram dadas pelas autoridades de saúde como estando de momento infetadas, menos 204 do que o reportado 24 horas antes.

Para esta variação, muito contribuiu o número de novos casos (548) e, sobretudo, o número de pessoas que foram dadas como recuperadas da infeção ao longo das 24 horas de quinta-feira (743).

O registo dos casos ativos de infeção em Portugal tem estado a cair consistentemente desde o final do mês de janeiro, altura em que o número de pessoas dadas como estando (naquele momento) infetadas chegou a superar 180 mil. Ou seja, o número de casos ativos já foi, no pico da última vaga de contágios, quase sete vezes superior ao atual.

Dos 548 novos casos, praticamente 400 foram detetados em LVT e Norte

Dos 548 novos casos do país, praticamente 400 (399) foram detetados nas duas regiões com mais habitantes: Lisboa e Vale do Tejo e Norte.

Em Lisboa e Vale do Tejo foram identificados 220 novos casos e na região Norte mais 179 infeções.

Seguem-se, nas regiões mais atingidas, a zona Centro (+73), o Algarve (+35), o Alentejo (+26), a Madeira (+11) e os Açores (+11).

Vítimas mortais mais recentes tinham todas 70 anos ou mais

Nenhuma das nove pessoas que morreram ao longo das últimas 24 horas em Portugal tinha menos de 70 anos.

Os dados enviados pela Direção-Geral da Saúde permitem perceber que quatro das nove vítimas mortais (2 homens e 2 mulheres) tinham entre 70 e 79 anos e que cinco (3 homens e 2 mulheres) estavam na faixa etária de 80 anos ou mais.

Número de “contactos” monitorizados aumenta

O número de “contactos em vigilância” — pessoas que estiveram em contacto com alguém que teve um teste de diagnóstico positivo — aumentou em Portugal ao longo das últimas 24h.

As autoridades de saúde garantem agora estar a monitorizar a situação clínica de 16.121 pessoas que não tiveram teste positivo, mais 171 do que há 24 horas.

Os números em Portugal: 822.862 casos, 16.868 mortes e 779.655 recuperados

Desde que a pandemia da Covid-19 chegou a Portugal, em 2020, já foram identificados (com teste de diagnóstico positivo) pelas autoridades de saúde mais de 820 mil infetados — mais concretamente, 822.862.

Já morreram no país, infetadas com o novo coronavírus, mais de 16 mil pessoas — mais precisamente, 16.868 pessoas. E já foram dadas como recuperadas da infeção mais de 779 mil pessoas que tiveram teste de diagnóstico positivo (mais concretamente, 779.655).

 
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