As autoridades israelitas levantaram este domingo a obrigatoriedade da utilização de máscara nos espaços exteriores. No entanto, a máscara continua a ser obrigatória em espaços fechados e o Ministério da Saúde recomenda a utilização da mesma em eventos com muitas pessoas no exterior.

“Estamos a liderar o mundo neste momento no que diz respeito a emergir do coronavírus”, congratulou-se o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, citado pela Reuters. “Mas ainda não acabámos com o coronavírus, que pode regressar”, alertou.

O levantamento de restrições, que tem vindo a ser gradual, deve-se ao facto de mais de metade da população de Israel estar vacinada. Segundo o The Guardian, 54% dos 9,3 milhões de israelitas já receberam as duas doses da vacina.

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Além disso, de acordo com os dados do Ministério da Saúde israelita citados pelo Times of Israel, mais de 5,3 milhões de israelitas já receberam pelo menos uma dose da vacina e mais de 4,9 milhões receberam as duas doses.

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A rápida vacinação da população israelita deve-se sobretudo a um acordo estabelecido entre o governo de Netanyahu e a Pfizer, com a farmacêutica a comprometer-se a enviar de forma contínua doses da vacina. Em troca, o executivo israelita envia informações sobre a vacinação para a Pfizer, para aferir a eficácia da vacina.

No entanto, ao contrário dos israelitas, os 5,2 milhões de palestinianos que vivem na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza têm acesso limitado às vacinas, e dependem das doses enviadas por outros países, sobretudo no âmbito do programa COVAX.

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Com o sucesso na campanha de vacinação em Israel, o número de casos de infeção tem vindo a diminuir substancialmente — 105 casos detetados na sexta-feira — e a economia do país está a reabrir, um processo que teve um impulso em março, com a reabertura de cafés, bares e restaurantes. O governo israelita anunciou também um plano para receber turistas vacinados a partir de 23 de maio.

Este domingo fica também marcado pela reabertura das escolas secundárias. As creches, as escolas do ensino básico e as universidades já tinham retomado a atividade presencial, apesar de se manterem as aulas à distância em alguns casos.

Apesar do aliviar das restrições nas escolas, o governo israelita deu indicações para que os professores continuem a garantir que as normas de segurança e higiene sejam respeitadas. Nesse sentido, as salas de aula terão de continuar a ser ventiladas e o distanciamento físico terá de ser mantido.