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Ronaldo redefiniu o que é uma lenda do futebol: estreia, dois golos e goleada do United num dia para mais tarde recordar

Este artigo tem mais de 1 ano

Manchester engalanou-se com o 7 para assistir ao regresso do filho pródigo que junta todas as virtudes. Ronaldo retribuiu com o que melhor faz, golos e recordes. E o United goleou o Newcastle (4-1).

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Manchester United via Getty Imag

Manchester United via Getty Imag

Em seis anos, nove títulos: três Campeonatos, uma Liga dos Campeões, um Mundial de Clubes, uma Taça de Inglaterra, duas Taças da Liga e uma Supertaça. Nos 12 anos seguintes, nove títulos: dois Campeonatos, uma Liga Europa, uma Taça de Inglaterra, uma Taça da Liga e quatro Supertaças. A matemática neste caso é fácil de fazer: sem Ronaldo, o Manchester United precisou do dobro do tempo para ganhar os mesmos títulos do que o português tinha ganho antes. No entanto, houve uma diferença bem mais de fundo durante os tempos em que o avançado esteve em Madrid e em Turim, coincidindo também com a reforma de Alex Ferguson – o Manchester United, aquele Manchester United, desceu o patamar que queria agora voltar a subir.

Várias notícias foram confirmando o impacto que o regresso de Ronaldo teve nos red devils: as vendas quase astronómicas de camisolas desde que a transferência foi confirmada (com uma receita de mais de 30 milhões de euros em menos de um dia, apesar de grande parte reverter por contrato para a marca de equipamentos), os bilhetes para o jogo de estreia que chegaram aos 2.900 euros, os discursos inflamados dos adeptos junto à loja de um clube que nos últimos dias transformou também as suas redes sociais numa Ronaldomania. Era quase como se a chegada do avançado levasse de forma inevitável aos títulos. Olhando para o que se passou nas últimas épocas em Inglaterra, pode ser exagerado. Ronaldo, esse, agradece e assina por baixo.

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“Estou mesmo muito feliz por estar de regresso. Nunca pensei que voltaria mas estou muito orgulhoso, muito emocionado e desejoso de começar da melhor maneira. Estou muito feliz, a minha família também, os meus filhos, todos. Este é um novo tempo, uma nova geração e venho para voltar a ganhar e ajudar a equipa. Os novos jogadores têm um grande potencial e estou aqui de novo para ganhar e fazer história. Sabes, não estou aqui de férias, venho para ganhar”, destacou numa entrevista aos meios do clube em pleno Old Trafford a Wes Brown, curiosamente o defesa mais “castigado” pelo número 7 na estreia do novo Alvalade.

As pessoas daqui são diferentes. Quando cheguei ao aeroporto no outro dia senti essa emoção. Não é só porque se trata de um jogador do Manchester United, é porque me viram crescer aqui desde os 18 anos. É uma grande emoção, sinto-me com vontade e uma boa energia. As pessoas falam da idade mas já deveriam saber que sou diferente do resto. Estou preparado e sinto que vou ser enorme nos próximos três ou quatro anos”, acrescentou o jogador português.

Ronaldo ainda não tinha entrado em campo, onde espera fazer a diferença, e já falava com aquela confiança que nunca houve da parte dos elementos do Manchester United de que era possível diminuir ainda mais o fosso que se foi criando para Manchester City e Liverpool nos últimos anos (havendo também um Chelsea campeão europeu em título que pretende agora ganhar também no plano interno). Essa forma de ser, que se junta a uma condição física invulgar para alguém com 36 anos e quase duas décadas nos seniores, prometia ser o catalisador para a equipa de Solskjaer, que confirmou na véspera a estreia de CR7.

E não fez a coisa por menos, lançando o português como titular. Aquilo que se viu durante uma hora e pouco foi a melhor definição do que é um Deus no futebol. Um ser que não precisa de fazer nada para ser venerado. Um ser que corre sem bola no aquecimento e é como se tivesse marcado um golo. Um ser que dá um salto e automaticamente eleva todos os que estão à sua volta. A certa altura parecia mesmo que era apenas o jogo de Ronaldo contra o Newcastle como se o Manchester United fosse apenas o símbolo que estava na camisola do número 7.  Sem qualquer ponta de patriotismo, esse período foi um verdadeiro Teatro dos Sonhos para quem estava no estádio, quem via na TV ou quem imaginava o inimaginável. Fa-bu-lo-so.

Depois, e só depois, começou o jogo. Em relação ao último encontro antes da paragem das seleções, Ronaldo entrou para o lugar de quem saiu, Daniel James, vendido ao Leeds, jogando também Matic no lugar de Fred. Nota inicial: o respeito pelo Newcastle ao ver uma artilharia reforçada pelo português, baixando os blocos sem bola. E a primeira ameaça chegou pelos pés de Ronaldo, que ainda a pensar num remate falhado que deixou o próprio a rir-se de si mesmo agarrou na bola, fintou um adversário e atirou na área às malhas laterais de pé esquerdo (10′). Jadon Sancho, num desvio de cabeça após canto que passou a rasar o poste, e Bruno Fernandes, num remate do meio-campo que por pouco não surpreendeu Woodman, tentaram ainda a sua sorte antes do momento em que Old Trafford quase veio abaixo: Greenwood fez a diagonal para dentro, rematou para defesa incompleta e Ronaldo apareceu na área a fazer a recarga para o 1-0 (45+2′).

Tudo parecia escrito para ser o dia de Ronaldo mas uma das raras saídas do Newcastle depois de uma má abordagem “à queima” de Maguire permitiu que Manquillo surpreendesse o Manchester United e fizesse o empate pouco depois do intervalo (56′) mas essa alegria seria apenas um episódio efémero perante aquela que é uma verdadeira lenda dos red devils: Luke Shaw conseguiu entrar bem pelo meio queimando linhas, abriu para a velocidade de Ronaldo e o português rematou de pé esquerdo sem hipóteses (62′).

Começou a marcar de pé direito, bisou de pé esquerdo, só faltava mesmo fazer um golo de cabeça contra a equipa que curiosamente foi aquela a quem marcou o primeiro hat-trick em Inglaterra. Esse momento foi talvez o único que não chegou ao longo de uma tarde memorável que levou Dolores Aveiro, mãe de Ronaldo, às lágrimas num camarote de Old Trafford. No entanto, a história portuguesa não tinha ainda acabado de ser escrita: após receber a bola fora da área com espaço, Bruno Fernandes ajeitou, enquadrou-se e atirou um. autêntico míssil ao ângulo que fechou por completo as contas do encontro no melhor golo do jogo (80′) antes de Lingaard saltar do banco para fazer o 4-1 final numa altura em que o Newcastle estava derrotado e rendido ao dia em que Old Trafford foi o Teatro dos Sonhos para Ronaldo redefinir o que é ser uma lenda.

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