Dia um e a campanha de João Ferreira em Lisboa já está em movimento. Literalmente: a manhã começou, para o candidato da CDU, com uma volta de bicicleta pela cidade, a terminar quatro quilómetros depois com um estacionamento sem percalços em Sete Rios. O passeio era um pretexto para falar da mobilidade em Lisboa, mas também serviu para falar de política e explicar os termos em que os comunistas querem ajudar a governar a cidade.

A pergunta tinha a ver com a entrevista que Jerónimo de Sousa deu esta segunda-feira à Renascença, em que afastava a hipótese de o PCP fechar “coligações pós-eleitorais” com o PS em Lisboa, caso Fernando Medina consiga a reeleição. A resposta serviu para explicar que, embora os comunistas não queiram mesmo alinhar em coligações — nem diluir o seu discurso de campanha, que deve servir para “mobilizar o seu eleitorado” –, isso não implica que não queiram assumir pelouros ao lado do PS.

Com a bicicleta estacionada e diante dos jornalistas, Ferreira começou por explicar que o PCP precisa, nesta fase, de se distinguir — “Este é o tempo de cada força apresentar os seus projetos e mobilizar o eleitorado em torno deles”. Mas, confrontado com as declarações de Jerónimo, foi mais longe: “Uma coisa são coligações”, e isso é o acordo que o PCP tem com o PEV, formando a CDU. “Outra” coisa é lembrar que os “executivos municipais são, por natureza, globais”.

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