O Iniciativa Liberal apresentou-se pela primeira vez às autárquicas com objetivos aparentemente modestos. Concorrendo em 53 concelhos, mas com apenas 46 candidaturas independentes, seis coligações e ainda com o movimento Independente de Rui Moreira, no partido falava-se na ambição de ultrapassar o resultado do Bloco de Esquerda — em 2001 — e em conseguir “vereadores e deputados municipais”, no plural. Numa altura em que faltam apenas apurar seis concelhos, o IL consegue apenas um vereador no Porto — e que já o era antes de ser liberal.

Fazendo finca pé em Lisboa, não integrando a coligação de direita que este domingo acabou por conseguir tirar mesmo Fernando Medina da autarquia, o Iniciativa Liberal não conseguiu eleger Bruno Horta Soares e ficou de fora do resultado surpreendente na capital. Numa noite de muito suspense, o Iniciativa Liberal viu-se obrigado a fazer alguns ajustes ao horário que tinha planeado e não levantou a bandeira da vitória.

Se no plano inicial das favas contadas Cotrim Figueiredo tinha planeado reagir aos resultados cerca das 22 horas, depois de conhecidas as projeções para Lisboa e Porto aquilo que era uma quase certeza desapareceu por completo. Já passava das duas da manhã quando Cotrim Figueiredo subiu ao púlpito, depois de confirmada a vitória de Moedas em Lisboa e poucos minutos depois de o líder do IL garantir que só falaria quando houvesse resultados consolidados “dos sítios onde tinha objetivos claros”. Falava das duas mais importantes autarquias: Lisboa e Porto.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.