Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Arrancou esta quarta-feira uma campanha de vacinação contra o ébola na província de Kivu do Norte na República Democrática do Congo, comunicou a Organização Mundial de Saúde (OMS). A iniciativa surge depois de, no dia 8 de outubro, ter sido detetado um novo caso da doença.

Vírus ébola resurge no leste da República Democrática do Congo e mata criança de três anos

A campanha de vacinação vai decorrer ’em anel’, com 200 doses para começar. Primeiro, são vacinadas as pessoas que foram contactos próximos do caso, depois, os contactos desses contactos próximos. Nesta campanha de vacinação estão também incluídos o profissionais de saúde.

As equipas de saúde vão continuar a tentar a identificar os contactos (e contactos dos contactos) —neste momento, já foram identificados 170 —, para vigiar a evolução do seu estado de saúde e para conter um potencial surto. Além disso, todos os espaços potencialmente contaminados estão a ser desinfetados.

O caso confirmado já no fim de semana foi de uma criança de dois anos que morreu dois dias antes, a 6 de outubro. O rapaz vivia na mesma comunidade, em Butsili,  onde três pessoas da mesma família morreram, em setembro, com sintomas compatíveis com ébola.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Butsili fica perto de Beni, a cidade que foi um dos epicentros do surto de 2018-2020 na República Democrática do Congo, e está a apenas 50 quilómetros de Butembo, onde houve um surto no início deste ano. É preciso analisar geneticamente o vírus que infetou esta criança para perceber qual a relação com os surtos anteriores.