Cinco meses depois da publicação da lei da morte medicamente assistida, e numa fase em que o governo garante que a regulamentação da lei “está em desenvolvimento” — ao mesmo tempo que assume que o processo vai transitar para o próximo governo —, nenhuma das entidades que representam os profissionais diretamente envolvidos no processo foi ainda ouvida, confirmou o Observador junto das Ordens dos Médicos, Enfermeiros e Psicólogos, da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

A proposta de regulamentação não nos chegou, e, por isso, não fomos ouvidos“, diz a presidente do Conselho Nacional de Ética e Deontologia da Ordem dos Médicos. Margarida Silvestre sublinha que a posição deste órgão “foi sempre a que não poderíamos ver a eutanásia como um ato médico”. “O ato médico é um ato a bem da saúde ou da prevenção da doença. A nossa posição foi sempre negativa em relação à descriminalização da eutanásia”, relembra a médica.

Já a ainda bastonária dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, confirma também que a entidade que lidera não foi consultada nesta fase, embora garanta que a Ordem está pronta a colaborar.

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