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O exército israelita revelou esta quarta-feira que Sahar Baruch, israelita raptado a 7 de outubro pelo Hamas, foi morto durante uma tentativa de operação de salvamento das Forças de Defesa de Israel em Gaza, que decorreu em dezembro.

Na altura, o grupo terrorista palestiniano afirmou que Baruch tinha sido morto pelas forças israelitas, publicando imagens gráficas do seu corpo, que ainda não foi devolvido aos familiares, junto a armamento do inimigo, numa tentativa de provar que a morte tinha sido causada por Israel.

O exército israelita admitiu que não sabe exatamente como e quando Sahar, de 25 anos, foi morto. Ou seja, não revela se a morte resultou do ataque israelita ou do contra-ataque do Hamas, informam o The Times of Israel e o Haaretz. De acordo com o relatório do exército sobre a operação de resgate em causa, dois soldados ficaram gravemente feridos durante esta operação de resgate.

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“É com grande tristeza e com o coração despedaçado que anunciamos o assassínio de Sahar Baruch, que foi raptado de sua casa pelos terroristas do Hamas para Gaza no sábado negro e aí foi assassinado. O seu irmão Idan foi assassinado pelo Hamas a 7 de outubro. Partilhamos a dor insuportável dos seus pais, Tami e Roni, dos seus irmãos, Guy e Niv, da sua família e de todos os seus entes queridos. Exigiremos a devolução do seu corpo como parte de qualquer acordo de devolução de reféns. Não vamos parar até que todos estejam em casa”, lê-se numa declaração conjunta do kibbutz Be’eri e do Fórum dos Reféns e das Famílias Desaparecidas.

Ex-refém do Hamas acusa Netanyahu de querer ganhar a guerra à custa dos reféns

Aviva Siegel, ex-refém do Hamas, libertada a 26 de novembro, depois de 51 dias em cativeiro, disse esta quarta-feira, através de um vídeo, recear que o desejo do governo israelita de ganhar a guerra em Gaza se faça à custa dos reféns. O marido da israelita continua em Gaza, juntamente com mais de 100 pessoas que foram raptadas no dia 7 de outubro.

Comunidade internacional apela à contenção no Médio-Oriente, após morte do vice do Hamas

“Tenho a sensação de que Netanyahu quer continuar porque quer ganhar a guerra, mas não pode continuar a guerra e libertar os reféns”, disse Siegel, citada pelo The Times of Israel, que apelou ainda a um cessar-fogo para que os reféns possam ser libertados.