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A Hungria revelou esta quarta-feira que a Rússia vai retomar, a partir de quinta-feira, o fornecimento de petróleo através do gasoduto Druzhba, afetado por ataques ucranianos que agravaram a difícil relação entre Budapeste e Kiev.
O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, sublinhou que foi encontrada uma “solução temporária” até que os danos deste último ataque estejam definitivamente resolvidos.
Szijjarto destacou que o mais recente ataque foi o mais grave, em relação a ocasiões anteriores, noticiou a agência de notícias Europa Press.
O chefe da diplomacia húngara revelou que o vice-ministro da Energia russo, Pavel Sorokin, confirmou que os envios de petróleo para a Hungria podem ser retomados a título experimental e com volumes mais baixos a partir de quinta-feira.
Peter Szijjarto adiantou ainda que as reservas da Hungria são atualmente suficientes, pelo que não há necessidade de as utilizar.
No entanto, criticou a posição de alguns órgãos de comunicação social e políticos húngaros, que apoiam a Ucrânia, bem como da Comissão Europeia.
“É escandaloso que alguns políticos e órgãos de comunicação húngaros defendam os ucranianos que atacaram o oleoduto, e que a Comissão Europeia continue a afirmar que ‘o abastecimento não está em risco'”, vincou através da rede social X, onde exigiu que Kiev terminasse os ataques.
Ukraine’s latest missile and drone strike on the Druzhba pipeline caused such severe damage that repairs are taking days.
— Péter Szijjártó (@FM_Szijjarto) August 27, 2025
Russian Deputy Energy Minister Pavel Sorokin informed me that after intensive work a temporary solution was found, so oil deliveries to Hungary can resume…
Na semana passada, o Governo húngaro reportou um novo ataque a este oleoduto, o terceiro num curto espaço de tempo.
A infraestrutura é a mais longa do mundo e a principal rota de transporte de petróleo russo para países europeus como a Hungria e a Eslováquia, entre outros.
Na semana passada, a Hungria e Eslováquia pediram à Comissão Europeia medidas concretas e ajuda aos Estados Unidos.
Os dois governos exigiram num comunicado conjunto ao executivo de Ursula von der Leyen medidas concretas para assegurar a segurança energética, já que o oleoduto Druzhba “é indispensável para o abastecimento” daqueles países.
“Sem o oleoduto, o abastecimento de petróleo nos nossos países é fisicamente impossível, sabotagens como estas são um ataque direto e inaceitável à nossa segurança energética”, reclamaram.
A sabotagem ucraniana aumentou de intensidade com os bombardeamentos de parte a parte contra infraestruturas energéticas.
A Rússia bombardeou em várias ocasiões, desde o início da invasão, há mais de três anos, infraestruturas de gás e responsáveis pelo aquecimento de habitações.
A Ucrânia retaliou com bombardeamentos a refinarias e oleodutos russos.
Os dois países, que são as forças de bloqueio dentro da UE ao apoio à Ucrânia, também olharam para o outro lado do Atlântico e pediram a intervenção de Washington.
Desta vez, o apelo subiu de tom e foi dirigido ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Os EUA estão a mediar a mais recente tentativa de negociações entre a Ucrânia e a Rússia.
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