Começou por ser noticiado como um aeroporto regional, ainda que com voos internacionais, de iniciativa privada e com um investimento inicial modesto, mas em poucas semanas saltou para a corrida à futura solução aeroportuária de Lisboa.

Foi a necessidade de encontrar uma localização a mais de 75 quilómetros de Lisboa, o raio que dá exclusividade à ANA no contrato de concessão, que levou os promotores de um novo aeroporto a aterrar no concelho de Santarém. E terá sido também essa condicionante que empurrou para uma localização nunca pensada antes, porque está longe de Lisboa, mas que tem trunfos a ponto de ter convencido o Governo a inclui-la em duas das cinco opções que vão ser avaliadas pela comissão técnica independente. O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, disse que é uma hipótese com “méritos” que não identifica e justifica a sua consideração com informação “relevante” que chegou ao Governo.

Uma das vantagens da opção Santarém é ser bem servida por infraestruturas de acesso — estradas e rede ferroviária — que já lá estão ou que estão previstas em outros projetos.

O local estudado fica entre as duas principais infraestruturas de transportes do país, a autoestrada A1 e a Linha do Norte das quais dista poucos quilómetros. Esta localização permite que através de um ramal dedicado de curta extensão realizar um shuttle ferroviário que, a 200 quilómetros por hora, coloque os passageiros na Gare do Oriente em meia hora. Para tal conta com a capacidade adicional que será criada pela já prevista quadruplicação da linha nesta região e que foi reafirmada no quadro do projeto de alta velocidade da linha Porto-Lisboa.

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