“É inacreditável. Numa só localização temos a Europa, temos o oceano — o Atlântico Norte —, temos a Gronelândia e a Antártida.” É assim que Vasiliki Margari, investigadora no departamento de Geografia da University College de Londres, descreve o local de onde foi retirada a amostra que esteve a estudar e cujos resultados foram publicados na revista Science.

Neste local, ao largo da costa portuguesa, juntam-se o pólen e os sedimentos que vêm pelo rio Tejo e pelo rio Sado e toda a informação das águas oceânicas que por ali passam. Quanto mais profunda for a prospeção do fundo do mar, mais longe é possível chegar no passado da Terra, com um detalhe que não é fácil encontrar nas explorações arqueológicas em terra, conta a investigadora ao Observador.

Amostras recolhidas em Portugal mostram que grande inverno de quatro mil anos provocou morte dos primeiros habitantes da Europa

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.