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Antes de lançar a pergunta para a sala cheia de miúdos de seis anos, a professora do 1.º ciclo confidencia-nos que ela própria não sabia tudo o que há para saber sobre aquele pontinho no Oceano Pacífico que fica a 10.998 metros de profundidade. “Não sabia que já alguém lá tinha ido”, diz-nos Leonor Rêgo, enquanto a sua trupe se senta no chão da sala de aula, em Alcabideche. Num grosso e pesado manual, que diz “Oceano” a letras azuis, está a pergunta que vai fazer a seguir. Aquelas páginas foram pensadas pela Fundação Oceano Azul, têm a validação da Direção Geral de Educação e um objetivo ambicioso: criar uma geração mais consciente da relação de Portugal com o oceano, capaz de defender o mar com unhas e dentes.

“Quem é que sabe qual é o lugar mais profundo do oceano?” Várias mãos são postas no ar, todos a querer responder à professora. “É a fossa das Marianas”, diz um dos miúdos do 1.º F, depois de ter tido ordem para falar. Nenhum deles se lembra que a fossa está exatamente a 10.998 metros de profundidade, mas uma aluna arrisca tudo nos 11 quilómetros. “Está certo”, diz a professora satisfeita, enquanto, em jeito de narrador, nos explica o contexto.

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