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A Proteção Civil distribuiu às populações mais de 70 mil golas de proteção de fumo para o rosto e pescoço que são inflamáveis e podem constituir perigo caso sejam utilizadas num cenário de incêndios. As golas — que deviam servir de máscara de proteção num cenário de fogo — são compostas por 100% de poliester e estão a ser distribuídas desde o verão de 2018 em várias aldeias em zonas de risco no âmbito dos programas “Aldeia Segura” e “Pessoas Seguras”. O próprio fornecedor das golas contou ao Observador que propôs que as máscaras fossem feitas de material resistente às chamas, mas a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) não aceitou por ser mais caro e alegou que as golas eram distribuídas numa lógica de merchandising e “propaganda“. A ANPC diz ao Observador que as golas são só para efeitos de “sensibilização” para o programa.

Neste momento existem assim 70 mil golas distribuídas a populações em zonas de risco que, não só não protegem  — embora tenham sido distribuídas como tal pelas autoridades — como elevam o risco para as pessoas que as utilizam. Caso os populares utilizem estas máscaras num cenário extremo, uma fagulha pode ser suficiente para que em segundos fiquem com o rosto a arder.

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