Começou por cantar. Gravou discos de fado, participou no Festival da Canção. Até onde teria ido a carreira da cantora Marina Mota se assim que pisou as tábuas do teatro, em 1982, a revista não a tivesse reclamado como sua?

Não se conta a história do género teatral popular sem elencar uma das suas mais proeminentes figuras, mas se Marina Mota é revista à portuguesa, não se reduz a ela. Nos anos 90, entrou na casa de todos com programas como Grande Noite, Marina, Marina, Ora bolas Marina, Marina Dona de Revista, Um Sarilho Chamado Marina ou Bora lá Marina. Tornou-se uma das mulheres mais famosas do país e um nome apetecível para uma imprensa cor-de-rosa em efervescência e apetite voraz.

Aos 61 anos, Marina Mota é tão inabalável no resguardo pessoal como no desejo de ser desafiada profissionalmente. Foi sonho primeiro do Teatro Praga que, na revisitação da companhia independente à revista, quase 10 anos depois de Tropa-Fandanga (2014), fosse ela a protagonizar Bravo 2023!, que sobe ao Teatro São Luiz, em Lisboa, de 13 a 22 de dezembro. A Marina o que é de Marina. O espetáculo segue depois para o Porto, com récitas a 12 a 13 de janeiro, no Teatro Rivoli.

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