É pediatra, professor aposentado de pediatria e de saúde pública da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa. É também um rosto (e nome) conhecido do grande público, habituado que está a falar à comunicação social. Depois de projetos como “O Grande Livro do bebé” ou “O Livro da Criança”, Mário Cordeiro está de regresso com mais uma obra que, em boa verdade, vai além da temática da parentalidade. “Pais Apressados, Filhos Stressados” é uma espécie de aviso para as famílias que são engolidas pelo lufa-lufa diário e cujas prioridades tendem a esmorecer.

Nesta conversa, Mário Cordeiro, que já antes deu uma entrevista de vida ao Observador, explica como a falta de tempo afeta a dinâmica familiar: há pais e filhos com uma qualidade de sono “péssima” e há quem conte histórias para adormecer a contrarrelógio, como se esta fosse só mais uma tarefa a completar. Pior: o stress e a falta de paciência a ele associada podem “destruir” relações, sejam entre pais e filhos, sejam conjugais.

“Da parte da criança há uma determinada expetativa: ela não vê o pai ou a mãe desde as 09h, o que para ela é uma eternidade, pelo que está com saudades. Porque os filhos amam os pais, é bom que os pais metam isso na cabeça. Eles amam os pais e gostam de ser amados. É preciso dizer: usa-se pouco a expressão ‘meu amor’, ‘meu querido’, do verbo querer. Se a pessoa chega ali e despacha a história ou questiona ‘para que é que queres uma história quando já ontem te contei uma…’ Ontem foi há quilómetros.”

O livro da editora Desassossego é apresentado no próximo dia 18 de fevereiro, às 18h30, na sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés, em Lisboa. O livro está à venda por 16,60 euros.

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