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Copo meio cheio: uma revisão da metodologia do índice global de competitividade do World Economic Forum (WEF), ou Fórum Económico Mundial, fez com que Portugal saltasse oito posições, de 42º para 34º, um bom sinal porque a nova metodologia deu maior ênfase às variáveis da economia digital, que são cada vez mais decisivas para tornar os países mais ou menos competitivos. E, com esses critérios, Portugal ficou melhor na fotografia.

Copo meio vazio: Na realidade, se aplicarmos a nova metodologia aos resultados do ano passado, Portugal não teria ficado em 42º mas, sim, em 33º. Ou seja, questões metodológicas à parte, Portugal caiu um lugar no ranking, ultrapassado pelo Chile — um país que está rapidamente a tornar-se um dos mais competitivos e dinâmicos da América Latina.

Copo meio cheio, de novo: Desprezando a posição relativa de Portugal no ranking, uma boa notícia é que o resultado absoluto (o score) de Portugal foi de 70,2 pontos, mais meio ponto percentual no que nos resultados (pro forma) do ano passado. Ao passar os 70 pontos, Portugal passou para a “Liga Europa” dos países mundiais — aquele grupo de países que estão entre os 70 e os 80 pontos –, embora esteja ainda muito longe da “Liga dos Campeões” — os que têm pontuações superiores a 80 pontos.

Copo meio vazio: Houve uma melhoria no score de um ano para o outro — mas outros países, como o mesmo Chile, França, Dinamarca e vários outros subiram a um ritmo mais veloz. O pior indicador, porém, é que Portugal está na metade inferior da tabela na zona euro, tendo sido ultrapassado pela Itália no índice deste ano.

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