Pregos, pudins e nigiris: O melhor que comemos em 2018 /premium

31 Dezembro 2018

Com a comida não se brinca e prova disso é esta enumeração dos melhores pratos provados pelo Observador ao longo do ano. Há clássicos intemporais e novidades fresquinhas. É tomar nota e provar.

Tártaro de Arouquesa e couve galega grelhada do Prado

A casa lisboeta do chef António Galapito já conquistou um lugar sólido na lista de restaurantes a não perder. Este prato foi um dos primeiros que apresentou e já é coqueluche – a textura suave e fresca da carne contrasta com o crocante da couve e o resultado é altamente viciante.

D.R.

Lula e manteiga de ovelha do Feitoria

Já estamos cansados de dizer que “mais é sempre menos” (e vice-versa). Contudo, são exemplos como este prato do menu Matéria, do chef João Rodrigues, que nos dá vontade de reforçar esse lugar comum. É no Feitoria, em Lisboa, que pode provar esta delicada lula que ganha ainda mais sabor com a junção da manteiga.

Fabrice Demoulin

Robalo marinado com ervas frescas do Casario

É verdade, este prato já é um clássico do chef Miguel Castro Silva. É verdade também que não é isso que lhe tira importância – só o torna absolutamente intemporal. No seu novo Casario, no Porto, divide a cozinha com José Miguel Guedes e apresenta esta refrescante e simples receita.

Luís Ferraz

Nigiris do Midori

Arroz e peixe (ou marisco). Não há equação culinária mais simples e ela ganha ainda mais valor quando é transformada em algo único. É isso que o recém-estrelado Pedro Almeida está a fazer em Sintra, com este prato do seu menu de degustação. Três nigiris são servidos – um deles com uma surpresa em “brasa”.

D.R.

Sopa de tomate com ovo e carnes fritas do Monte d’Açorda

O Alentejo inteiro concentrado num prato de sopa é o que vai encontrar quando pedir esta iguaria num dos melhores restaurantes de Campinho, aldeia perto de Reguengos de Monsaraz. Trata-se de uma mistura quente de tomate, ovo, pão, chouriço e torresmos – a definição exata de “comida de conforto”.

Diogo Lopes/Observador

Vaca maturada com milho e cebolinhas do Almeja

O Porto vive um momento de renovação gastronómica à conta dos jovens talentos que começam a emergir. O chef João Cura, do Almeja, é um deles e apresenta um riquíssimo e simples menu de degustação (também serve à carta) onde brilha esta gulosa vaca com milho em texturas e um ácido pickle de cebola.

Diogo Lopes/Observador

Arroz negro com puntillitas da Noélia

Se há comida que melhor personifica o verão, ela nasce das mãos da chef Noélia em Cabanas, Tavira. A sua cozinha leve e fresquíssima já não necessita de apresentações, mas não é por isso que perdeu a capacidade de surpreender. Este prato de arroz com pequenos cefalópodes fritos é exemplo disso mesmo.

Diogo Lopes/Observador

Pudim do Bonsai

Imaginar um simples pudim como estrela de um restaurante japonês pode soar estranho, mas desengane-se – esta sobremesa já é motivo de peregrinação. Delicado e doce q.b., faz justiça aos mais sensíveis pratos nipónicos. Quando passar nesta casa em Lisboa esteja atento: pode ter a sorte de o encontrar na ementa.

@_duartecalf_

Pudim Abade Priscos do chef Miguel Oliveira

Porco e ovos: haverá sobremesa mais portuguesa que esta? O chef que faz estas jóias (há em tamanho grande e pequeno, como um iogurte) não tem poiso fixo mas costuma tê-las à venda na loja Comida Independente, em Lisboa. Vale muito a pena levar uma para casa e ficar a conhecê-la de perto.

GONCALO F SANTOS

Prego com alho do Popular do Capelo

É de um gigante naco de carne, que mora bem perto da chapa quente, que é cortado ao momento o bife que dá vida a este óptimo prego. Neste bastião nortenho em pleno Chiado a clássica sanduíche é caso sério: vem mal passada, carregada de alho e embrulhada num pão quente. Melhor que isto é (quase) impossível.

D.R.

Peixe de mar, dashi de peixe seco algarvio, choco e mexilhões do Bon Bon

O estrelado Bon Bon, no Carvoeiro, passou para as mãos do chef Louis Anjos e é dele a autoria deste inteligente prato, um twist criativo ao dashi japonês. À apanha do dia é adicionado um caldo de peixe/cefalópodes secos (litão, muxama, polvo,…) e nasce um dos melhores momentos do menu de degustação.

D.R.

Arroz de Tomate do Boi-Cavalo

Foi precisa a criatividade do chef Hugo Brito para nos apercebermos que o arroz de tomate já merece brilhar por si só. Neste prato do seu menu de degustação (servido em Lisboa) é isso que acontece quando provamos a cremosa ode a este clássico. Um bilhete de ida rumo às memórias de infância de qualquer português.

Diogo Lopes/Observador

Bacalhau com carne de porco do Chico Elias

No papel a ideia parece estapafúrdia, mas basta uma garfada desta especialidade do famoso restaurante tomarense para se ver a luz. Longe de ser uma refeição leve, esta mistura a gelatina e o sal do bacalhau à gordura e sabor do porco. Tradução: junta-se a fome com a vontade de comer.

D.R.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

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