Mais de 180 páginas, 21 áreas de intervenção e cerca de 40 minutos de discurso. Luís Montenegro apresentou esta sexta-feira o programa com que a Aliança Democrática se vai apresentar a eleições e lançou as bases com que a coligação PSD/CDS/PPM pretende ir a votos. Os alvos, de resto, estão definidos: falar para os pensionistas, jovens e classe média, seduzir a função pública e travar o descontentamento que vai surgindo entre os elementos das forças de segurança.

Em relação ao que já tinha sido tornado público em eventos anteriores, só mesmo as contas ao impacto financeiro que terão algumas das medidas mais importantes do programa e uma certeza sobre o quadro económico: a AD prevê que em todos os anos da legislatura, conseguirá sempre excedentes orçamentais. A evolução será a seguinte: 0,8% em 2024 0,2% e 0,1% em 2025 e 2026, recuperando para 0,2% do PIB em 2027 e 2028. Nas contas da coligação, a dívida pública deverá ser 80,2% do PIB em 2028.

O programa eleitoral da AD quantifica o impacto na despesa de algumas das medidas já anunciadas na área económica e social num total de 2.240 milhões de euros até ao final da legislatura, o que acresce aos 5.000 milhões de euros de propostas fiscais que vão implicar perda de receita. Ou seja, o programa tem um custo de 7,24 mil milhões. As contas são feitas a partir apenas do próximo ano.

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