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Há quatro condições que assinalam à comunidade científica que uma nova variante do coronavírus é motivo de preocupação: ser mais transmissível do que as outras variantes; ter mais virulência e causar uma doença mais grave; a capacidade de fintar a imunidade desenvolvida após uma infeção natural (provocando casos de reinfeção); ou a possibilidade de escapar às medidas de saúde pública, como a vacinação, os tratamentos estabelecidos para a doença e o rastreio, por exemplo.

Não se tem a certeza ainda se a variante B.1.617, identificada originalmente a 5 de outubro do ano passado na Índia, obedece a algum destes parâmetros. E, por isso, não se sabe se é mesmo ela a responsável pela nova onda que está atingir o país — desde meados de fevereiro que o número de novos casos detetados diariamente pelas autoridades de saúde tem subido vertiginosamente, atingido pela primeira vez os 99.260 casos esta terça-feira. Mas tudo indica que sim e a situação no terreno é caótica o suficiente para fazer soar todos os alarmes.

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