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Dizem que a pandemia exponenciou boas e más práticas. Os bons terão ficado melhores e os maus conseguem ser ainda mais perversos porque tiveram tempo e circunstâncias para refinar a sua maldade. Os jornais e telejornais falam de uns e outros, sempre. Dão mais espaço e tempo de antena aos velhacos, aos que atacam, burlam, roubam e matam, do que às vítimas, mas isso não é de agora.

As máscaras, os confinamentos e o distanciamento social favorecem os que se escondem para se aproveitarem da miséria alheia, ou explorarem as fragilidades dos mais vulneráveis. Os pais que maltratam os filhos; os filhos que são agressivos para os pais; os casais marcados pela violência diária ou por graves desavenças; as famílias disfuncionais que geram traumas e provocam fraturas, todos ficaram mais protegidos dos olhares de quem os poderia denunciar e, conscientes disto mesmo, os agressores passaram a agir com mais liberdade e impunidade.

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