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Perante a greve dos motoristas de matérias perigosas o governo, sempre rápido a sacudir a água do capote e hábil na subtil arte de falar nas entrelinhas, apressou-se a dizer que se tratava de um assunto privado. De um lado os trabalhadores, do outros os empregadores. Sucede que, apesar de ser formalmente verdade que o assunto seja privado, na substância a realidade é outra.

Ninguém dúvida que o diferendo entre trabalhadores e empresários seja da esfera privada. Neste ponto o governo tem, formalmente, razão. No entanto, não deixa de ser verdade que a lei laboral, que rege as relações laborais entre privados, é pública. E neste caso concreto, porque foi a lei laboral, que rege os Contratos Colectivos de Trabalho, os contratos de trabalho e os salários, que foi contestada pelos motoristas que transportam combustíveis, a questão passa a ser pública. Da esfera do governo, ou da Assembleia da República que sustenta o governo. E relativamente a este ponto não há por onde fugir.

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