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Não, não é uma “cruzada”. É, sobretudo, um desconforto. O que eu sinto quando tenho ao pé de mim alguém que identifica um determinado período como “os melhores anos da minha vida”. Que é — só pode ser, aos seus olhos — um lugar, no passado. Uma recordação bonita. Que não volta mais.

Ora, não estamos a falar de alguém à beira de um colapso. Nem que viva sob uma cascata de acontecimentos que carcomem. Mas de pessoas (muitas delas) muito jovens. Que entendem um determinado período das suas vidas como um planalto de felicidade. Ou de comportamentos que, de tão leves, parecem quase voláteis. Vividos com uma aragem de desprendimento e, mesmo, de “irresponsabilidade”. Que fazem de tudo o que pesa e é sombrio um lugar depois do qual se cresce sempre a descer.

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