A pandemia e agora a guerra trouxeram para a ribalta o tema da reversão da globalização.

Mas a tendência para aumentar as intervenções protecionistas no comércio internacional não é de hoje. A Global Trade Alert indica que entre 2009 e 2019 houve um aumento de 50% no número de intervenções protecionistas no mundo. A fadiga política com a globalização, as crescentes preocupações de segurança, em particular face à China, e uma vontade de os Estados Unidos serem menos interventivos no palco internacional são os principais motivos para esta mudança. Desde então, o número de intervenções mais do que duplicou devido às sanções. Mas quando a guerra acabar, não é claro que o mundo volte a abraçar entusiasticamente a ideia da globalização.

Esta semana o FMI divulgou os resultados de uma simulação sobre a economia global, caso se intensifiquem as tensões entre os dois blocos: de um lado os Estados Unidos, a Europa e os apoiantes da Ucrânia, e do outro a China, a Rússia e os seus aliados. Alguns resultados dependem da forma como os países estão distribuídos pelos blocos, mas há algumas conclusões que são transversais, num cenário em que o comércio de matérias-primas energéticas e de minerais entre os dois grupos de países é completamente bloqueado:

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