O Presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, tem desenvolvido um árduo trabalho, cumprindo com o compromisso que assumiu para com os militantes no Congresso de Aveiro: “A minha Assembleia será o País, o meu escritório serão as ruas de Portugal”. Os Portugueses precisam de ver, ouvir e sentir a presença do líder do CDS-Partido Popular, cuja atenção tem estado, claramente, centrada nas reais preocupações das pessoas que actualmente passam por dificuldades financeiras, que apenas começaram a fazer-se sentir.

Infelizmente, vigora um preconceito para com os políticos dos “partidos do sistema”, o que dificulta essa aproximação e voto de confiança, mesmo que sejam dignos desta. É esta a realidade que conduz a elevadas taxas de abstenção.

Ora, muitos dos que apoiam e continuam a votar no CDS, fazem-no por convicção na sua doutrina e nos seus valores. Como tão bem referiu o líder em entrevista recente, o CDS é o partido dos valores, do conservadorismo, “da solidariedade, da família, da vida, da dignidade da pessoa, da constância, da firmeza”.

Nas últimas semanas, têm sido tornadas públicas manifestações de apoio por parte de várias personalidades do CDS (e até pressões institucionalmente impróprias), para que o Partido apoie a recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à Presidência da República Portuguesa. Decisão que, recorde-se e sublinhe-se, compete ao Conselho Nacional do CDS-PP.

Parece, contudo, ser contraditório um eventual apoio de um partido como o CDS-PP, que se assume como democrata-cristão e da direita conservadora, a um candidato que, afirmando ser “Presidente de todos os Portugueses”, visita o bairro da Jamaica, mas revela falta de apreço pelas forças de segurança, agentes que são da autoridade do Estado; que não expressa desagrado com a realização da manifestação do 1º de Maio, em pleno estado de emergência, revelando conivência com um Governo parcial e discriminatório, que impede o exercício do direito de reunião e manifestação a uns, garantindo-o a outros sectores da sociedade. Um Presidente que se demite da responsabilização do Governo para “não criar instabilidade política”, quando compete ao próprio agir com firmeza quando esteja posto em causa o regular funcionamento das instituições democráticas.

Não tem sido, efectivamente, um “Presidente de todos os Portugueses”.

Não terá acedido aos apelos para conhecer as questões que preocupam as forças de segurança, dignificando os profissionais que garantem a segurança e a ordem públicas. Não se insurgiu quando uma deputada ousou repudiar a História e património do Povo que representa. Não se pronunciou, sequer, quando dois alunos do quadro de honra, por determinação do Secretário de Estado da Educação, foram sancionados com a repetição de dois anos lectivos, por os pais terem declarado objecção de consciência relativamente à frequência obrigatória de uma disciplina orientada para a doutrinação, em violação da Constituição da República Portuguesa. Não se pronunciou de forma clara e concreta face à limitação da vigilância e escrutínio do Governo, com o fim dos debates quinzenais com o Primeiro-Ministro.

Na última semana percebeu-se a decadência do regime e do sistema político, formalmente democrático. Parece que o Governo e a DGS se preparam para autorizar a realização da festa do Avante, quando está vedada a participação de tantos portugueses noutros eventos colectivos. Se há real preocupação com a limitação de contágios por Covid-19, facilmente se percebe que a garantia da segurança do povo passa para segundo plano, quando há interesses políticos associados.

Em pleno mês de Agosto, tão conhecido como “silly season”, a governação avança com medidas, no mínimo, polémicas. Instituiu, de forma encapotada, uma nova fase da regionalização que foi rejeitada em referendo, por larga maioria dos portugueses, em 1998, sob pretexto de uma alegada melhor gestão de fundos comunitários.

Assistimos, também, à aprovação de uma resolução da Assembleia da República, com “recomendações”, a pretexto da pandemia, para garantir o financiamento de associações LGBT, ampliar os seus programas de promoção, educação e formação profissional e aprofundar as “boas práticas” do SNS no seu atendimento. O que significa “recomendação”? Dar legitimidade ao Governo para avançar com todas estas medidas e, ou, catalogar de intolerantes todos os que não as tomarem?

São assuntos aparentemente pouco importantes para a vida dos portugueses, (considerada a actual crise sanitária), mas que o Governo insiste em tornar prioritários, fazendo assim cumprir a agenda dos temas ditos fracturantes, parecendo desprezar a pobreza que o País atravessará em breve. Pois se na crise de 2012 ocorreu uma recessão na ordem de 4%, agora, com a crise pandémica, espera-se uma retração de cerca de 10% do PIB.

Os militantes do CDS-PP esperam que o Presidente do partido atente a tanto desplante na conduta do Governo de Portugal, com a conivência do Presidente da República. Anseiam, pois, que reaja de forma destemida e intransigente ao claro atentado que está a ser praticado contra a nossa Democracia.

O CDS-PP deve ter como prioridade o Bem Comum, pelo que a mera disputa político-partidária, assume menor relevância nas actuais circunstâncias. Por isso, se o líder do partido tiver de fazer entendimentos com outros partidos do espectro político do centro à direita (sejam estes quais forem), para derrubar o socialismo e a nefasta influência da extrema-esquerda sobre o Governo que está a destruir Portugal, e com vista ao superior interesse nacional, não deverá hesitar! Contará, com toda a certeza, com o apoio da esmagadora maioria dos militantes e do eleitorado tradicional do CDS!

A Direcção do partido não deve temer e espera-se que mostre que o CDS conservador e dos valores continua bem vivo!

Com coragem e determinação, afirme-se o CDS como o partido líder da direita portuguesa.