Livros

Heróis e poetas (ou então é tudo o mesmo)

Poemas que narram vitórias épicas em batalhas decisivas; cartas de amor que parecem poesia; ou então poesia. É por aqui que passam as sugestões de Jorge Almeida.

James Joyce

Getty Images

Autor
  • Jorge Almeida

Ilíada
Homero
(ed. Cotovia, trad. Frederico Lourenço)

Conta-se que uma tarde, em Atenas, um sofista se gabava perante os seus amigos de nunca ter lido o poema que narra a guerra de Tróia. Passava por ali nesse momento o famoso Alcibíades que, tendo ouvido estas palavras, não hesitou em dar-lhe uma bofetada violenta. Evite que isto se passe consigo e divirta-se com as lutas entre gregos e troianos, as paixões dos deuses, as birras dos heróis, as súplicas dos amantes e as vaidades dos amados.

Cartas a Nora
James Joyce
(ed. Relógio d’Água, trad. José Miguel Silva)

O biógrafo Richard Ellmann conta que certa vez Joyce foi abordado por um jovem que lhe perguntou: “posso beijar a mão que escreveu Ulysses?”. Joyce terá negado esse gesto ao seu fã, justificando a recusa com o facto de essa mão “já ter feito outras coisas”. Algumas dessas coisas encontram-se referidas nas cartas que Joyce escreveu à sua amada Nora Barnacle e nem todas devem ser lidas em voz alta se estiver em público.

Ver no Escuro
Cláudia R. Sampaio
(ed. Tinta-da-China)

Ver no Escuro é um livro de qualidade irregular, sendo composto por poemas bons, poemas medianos e poemas maus. Em qualquer uma destas categorias, porém, o leitor é frequentemente surpreendido por versos deliciosos, daqueles que obrigam a uma releitura para saborear certos sons, a prender determinada imagem ou a reflectir sobre a sua própria construção, e que, por estas e outras razões, nos vão ficando agradavelmente na ponta da língua.

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