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Dirigente estudantil no princípio dos anos 70, Guy Verhofstadt tornou-se líder da juventude do Partido da Liberdade e do Progresso entre 1979 e 1981. Ao mesmo tempo, foi ocupando lugares de relevo, tanto na política local como na política nacional belga. Foi membro do Conselho Municipal de Gante até 1982 e membro da Câmara dos Representantes entre 1978 e 1995. A par do destaque no partido, assumiu diversos cargos governativos como o de vice-primeiro-ministro e ministro do Orçamento, da Investigação Científica e do Planeamento (1985-1988). Foi primeiro-ministro da Bélgica entre 1999 e 2008, sendo eleito em 2009 como eurodeputado e passando a liderar o grupo dos Liberais europeus. Tem escrito exaustivamente sobre o projeto europeu na perspetiva federalista, defendendo os Estados Unidos da Europa. O seu nome foi falado em 2009 para substituir Durão Barroso, mas foi vetado precisamente por ser demasiado federalista. As suas prioridades são atacar o euroceticismo e promover o federalismo.

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O seu oponente interno na Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa acabou por ser o seu maior apoiante. Olli Rehn, comissário europeu dos Assuntos Económicos, era considerado no final do ano passado como o mais provável candidato da Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa a presidente da Comissão, mas acabou por tonar-se o maior apoiante de Verhofstadt. Os dois fizeram, em janeiro, um acordo em que coube a Verhofstadt o papel de candidato à Comissão, enquanto Rehn ficou com a promessa de um lugar garantido no próximo colégio de comissários. Rehn está a fazer campanha com Verhofstadt, agindo como o seu número dois. O ALDE pode ter um papel definitivo no próximo Parlamento Europeu já que, caso os dois maiores grupos, Partido Popular Europeu e Partido dos Socialistas Europeus, não consigam maioria absoluta, este grupo pode vir a formar uma coligação que assegure uma maioria confortável no Parlamento.

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Anunciou a disponibilidade em Novembro, mas só foi eleito no congresso dos liberais em fevereiro.  É um líder carismático e uma das vozes mais respeitadas no Parlamento Europeu. Tem larga experiência na criação de entendimentos já que, como primeiro-ministro belga, encabeçou um governo “arco-íris” constituído por liberais, socialistas e verdes. Tem sido um acérrimo crítico da actual Comissão, especialmente da ação de Durão Barroso e dos governos dos Estados-membros, na resolução da crise das dívidas soberanas. É, atualmente, um dos maiores defensores da União Europeia, travando uma luta constante com os eurocéticos. Caso não chegue a presidente da Comissão, é possível que seja o próximo presidente do Parlamento Europeu.

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Para além da bagagem política como primeiro-ministro belga, Verhofstadt não é um nome consensual por ser visto como um euro-entusiasta em contraponto direto com os eurocéticos. Frits Bolkestein, ex-comissário europeu do partido liberal holandês, acusou o candidato de “ladrar à lua” ao pensar que é possível abolir o Estado-nação em detrimento da Europa federada. “Os euro-entusiastas são um perigo tão grande para a Europa como os eurocéticos”, apontou Bolkestein. Para além disto, tal como acontece em Portugal, nem todos os países têm um partido liberal, não sendo assim possível nalguns Estados-membros contribuir para a eleição deste candidato.

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idade

Tem 61 anos e nasceu em Dendermonde, na Bélgica.

formacao

Licenciado em Direito pela Universidade de Gante.

familia

É casado e tem dois filhos. O seu irmão, Dirk Verhofstadt, é um proeminente politólogo que terá influenciado muito o pensamento de Guy.

curiosidades

É um ciclista entusiasta e gosta de arqueologia. É um apaixonado por Itália e pelos seus vinhos. Costuma passar férias na região italiana de Toscana.

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crescimento_emprego02

Verhofstadt quer dar mais condições ao setor privado para prosperar, ao mesmo tempo que defende que a aplicação de verbas do orçamento comunitário deve ter como prioridades a inovação e a captação de investimento.

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O nível de disciplina comunitário é suficiente para o candidato, embora ainda não seja “o ideal”.

divida

Para Verhofstadt, o mais importante é ter um sistema que permita descer as taxas de juros dos países da zona euro e, para isso, tanto os eurobonds como um fundo de mutualização da dívida são propostas que lhe agradam.

federalismo

Sim, é um dos mais acérrimos defensores do federalismo europeu.