O conselho de governadores do Banco Central Europeu decidiu, nesta quinta-feira, cortar de 0,25% para 0,15% a taxa de juro ao abrigo da qual empresta a maior parte do dinheiro aos bancos comerciais, marcando um novo mínimo histórico.

O BCE decidiu também, para além de cortar a taxa das principais operações de refinanciamento (que serve como referência para determinar o preço do dinheiro), cortar as taxas de juro dos depósitos para valores negativos. A taxa que estava em zero, ou seja, os bancos que depositavam o seu dinheiro no BCE já não recebiam qualquer remuneração, foi reduzida para o valor negativo de 0,1%, o que quer dizer que o BCE passa a cobrar aos bancos comerciais para aceitar os seus depósitos.

O BCE decidiu também cortar de 0,75% para 0,4% a taxa a que empresta aos bancos através da facilidade permanente de cedência de liquidez, o mecanismo para empréstimos de emergência ou de mais curto prazo (overnight).

A decisão foi anunciada após a reunião mensal do conselho de governadores do BCE, que decorreu nesta quinta-feira em Frankfurt, e será explicada, como é habitual, em conferência de imprensa pelo presidente da instituição Mario Draghi.

O corte nas taxas de juro das principais operações de refinanciamento e na taxa sobre os depósitos era esperada pelos analistas, com as principais casas de investimento a apostarem na queda para os valores decididos pelo BCE, 0,15% e -0,10%, respetivamente.

No entanto, o corte aplicado na taxa de juro da facilidade permanente de cedência de liquidez (o mecanismo para empréstimos de muito curto prazo) acabou por ser mais pronunciado que o esperado. Os analistas apontavam para um corte de 0,75% para 0,6%, mas os bancos centrais da zona euro e o BCE decidiram reduzi-la para 0,4%, quase metade do nível antecipado pela previsões.

Mario Draghi explica, às 13h30, as decisões do conselho de governadores, mas o BCE já avisou na primeira comunicação sobre as taxas de juro que irá apresentar “mais medidas de política monetária para melhorar o funcionamento do mecanismo de transmissão monetária”, que devem ser explicadas num comunicado que será divulgado pela instituição pelas 14:30.

Siga aqui as explicações de Mario Draghi.