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A maioria considerou esta sexta-feira que o Governo e os parceiros sociais já estão a negociar o aumento do salário mínimo, rejeitando assim as propostas do PCP e do Bloco de Esquerda sobre estas remunerações. Os partidos da oposição acusaram o Executivo de não aumentar o valor mínimo das remunerações em Portugal porque “não quer”, pedindo que se passe da “hipocrisia aos atos”.

Uma semana depois do 40º aniversário do salário mínimo, a Assembleia da República discutiu duas propostas de aumento, do PCP e do BE, que pedem uma subida para 515 euros e 545 euros, respetivamente, assim como a sua progressão gradual até aos 600 euros nos próximos anos.

Para a maioria, o tema já está a ser debatido em sede própria. “O Governo foi o primeiro a dar sinais de que se poderia falar do aumento do salário mínimo”, sublinhou Artur Rego, deputado do CDS, que diz que o processo na concertação social está a decorrer de forma “transparente”. Também o PSD defende a atuação do Executivo, dizendo que o partido deseja “que o Governo e os parceiros encontrem um acordo”. “A iniciativa está a ser avaliada, nada impede que a curto prazo, a concertação nao volte a reunir e encontre consenso”, disse o deputado do PSD Arménio Santos.

Mariana Aiveca, deputado do BE pediu apoio à maioria para esta mudança de modo a passar da “hiprocria aos atos”. “O Governo não aumenta o salário mínimo porque não quer”, disse o deputado comunista Jorge Machado.

Também o PS se mostrou favorável ao aumento, afirmando, pela voz de Nuno Sá, que há “todas as condições junto dos parceiros sociais e dos partidos da oposição” para proceder a esta alteração. Com estes argumentos, a oposição disse só faltar vontade ao Governo para proceder ao aumento.

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