Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O Papa Francisco continua a surpreender. Desta vez, em entrevista a Henrique Cymermen para a SIC e para o diário catalão Vanguardia, Jorge Bergoglio revelou que não usará a “lata de sardinha” nas suas aparições pela Praça de São Pedro, no Vaticano. Sim, foi esta a forma como denominou o carro blindado onde supostamente deveria ser transportado. “Eu sei que algo pode acontecer mas está nas mãos de Deus”, disse.

O papa-móvel, como costuma ser chamado, passou a fazer parte do protocolo desde a tentativa de assassinato a João Paulo II, na praça de S.Pedro, no Vaticano. Tudo aconteceu a 13 de maio de 1981, quando Mehmet Ali Ağca atingiu a tiro Karol Wojtyła, que seria imediatamente transportado para outro local e assistido. Pouco depois, Ağca foi detido e seria condenado a prisão perpétua. Depois do perdão de João Paulo II e de uma movimentação política, Ağca seria deportado para a Turquia. Ver aqui um relato noticioso desse dia. Desde então, foi sentenciada a “lata de sardinha” para os Papas.

“É verdade que algo pode acontecer mas, sejamos justos, na minha idade já não tenho muito a perder”, explicou. Na mesma entrevista, o líder religioso explicou que prefere estar ao ar livre com as pessoas, mesmo que haja essa possibilidade de tentativa de assassinato.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR