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John Kerry admitiu esta segunda-feira que os Estados Unidos estão a considerar “todas as opções disponíveis” para intervir no Iraque, incluindo ataques aéreos com drones. Numa entrevista à Yahoo, o secretário de Estado norte-americano considerou o ISIS “um desafio existencial” para o país do Médio Oriente, com cuja integridade os EUA estão “profundamente empenhados”.

Kerry também não excluiu uma cooperação militar com o Irão, mas preferiu ser cauteloso. “Vamos ver o que o Irão está ou não disposto a fazer antes de começarmos a fazer declarações”, disse, salientando no entanto que os Estados Unidos “estão abertos a qualquer processo construtivo que minimize a violência, mantenha o Iraque unido, a integridade do país e elimine a presença de forças terroristas estrangeiras que estão a parti-lo”.

O secretário de Estado americano mostrou-se “profundamente preocupado” com a presença de combatentes estrangeiros nas milícias do ISIS, especialmente porque “é evidente que não estão focados só lá [no Iraque], mas também estão focados em fazer mal à Europa, à América e outros povos”.

Para Kerry, é importante que os Estados Unidos estejam “envolvidos”, mas recusa-se a dizer alguma coisa sobre o primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki, que muitos veem como um dos principais causadores desta crise. “Cabe ao povo iraquiano decidir” se al-Maliki se deve manter no poder ou não. “Não me parece que os Estados Unidos devam dar instruções ou ordens. Nenhum país devia”, concluiu.

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