O ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, disse esta terça-feira no Parlamento que a agência Lusa “não pode depender só de jornalistas a tempo inteiro”, acrescentando que o país atravessa “constrangimentos financeiros importantes”.

Questionado pelos deputados da oposição sobre a existência de “precarização” e de “jornalistas à peça” na agência de notícias, incluindo nas delegações regionais, o ministro da tutela admitiu que “para o jornalismo em geral, o trabalho à peça não é desejável”.

“Significa que devemos banir completamente os trabalhos à peça? Não, porque uma agência não pode depender só de trabalhadores a tempo inteiro”, continuou, defendendo que é necessário um “equilíbrio” entre áreas com necessidade diferentes.

O ministro adiantou ainda que a “riqueza da Lusa é também a da extensão da sua rede e [que] a sua rede só é possível se houver trabalho à peça”.

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Confrontado pela deputada do PS Inês Medeiros sobre “a redução de 30% que o Governo impôs à Lusa de forma absolutamente cega”, Poiares Maduro admitiu que o esforço feito pela empresa terá levado a que “em determinadas circunstâncias em que antes fosse possível ter jornalistas a trabalhar a tempo inteiro, agora não seja possível”.

No entanto, acrescentou o ministro, “vivemos num país com constrangimentos financeiros importantes e temos de procurar garantir o melhor serviço público de acordo com os meios reais que temos.”