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Espionagem

Políticos alemães recorrem à máquina de escrever para fugir à espionagem dos EUA

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Escândalo da espionagem dos EUA à Alemanha pode dar nova vida às máquinas de escrever. Os políticos alemães estão a considerar pôr de lado os computadores e voltar a escrever à máquina.

AFP/Getty Images

Os serviços secretos alemães estão a tentar encontrar novas formas de comunicar e de contornar a ciber-espionagem norte-americana. Uma das medidas que está a ser pensada é mesmo o regresso às máquinas de escrever (manual, não eletrónica) nos gabinetes ministeriais e dos deputados. Os alemães reforçaram nas últimas semanas a segurança das suas comunicações móveis e dos seus e-mails, no entanto esta segunda-feira foi tornado público que membros do Bundestag (parlamento alemão) que estão a investigar a espionagem norte-americana, descobriram que os seus telefones estavam sob escuta.

“Ao contrário de outras comissões, nós estamos a investigar uma situação que está a acontecer neste momento. As atividades dos serviços norte-americanos estão a acontecer agora” referiu o deputado Patrick Sensburg em entrevista à estação de televisão ARD. Sensburg está a dirigir uma comissão de investigação às atividades da NSA contra a Alemanha e admite que neste momento, os deputados trocam e-mails e chamadas encriptadas. “Estamos definitivamente a pensar recorrer a máquinas de escrever” disse mesmo o deputado, depois da revista Der Spiegel ter publicado que ele próprio e outro membro desta comissão tinham o telemóvel sob escuta.

As reuniões desta comissão do Bundestag que investiga as atividades da NSA na Alemanha e o recrutamento de agentes duplos que têm vindo a fornecer documentos secretos alemães aos norte-americanos, tem reunido com os telemóveis depositados numa caixa forte de aço de forma a evitar escutas. “Tentamos manter as nossas comunicações internas seguras, enviando e-mails encriptados, telemóveis encritados e outras estratégias que não posso referir”, disse o deputado da CDU.

Na semana passada, Merkel exigiu mesmo à Embaixada dos Estados Unidos em Berlim que retirasse do país o dirigente das operações da NSA na Alemanha, não obtendo até agora resposta dos norte-americanos.

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