É este o fim da moda do topless? Ao que parece, sim — pelo menos em França. A Elle daquele país sugere que a tendência tem os dias contados, até mesmo na Riviera Francesa. A principal razão tem por base questões de saúde associadas à prática. Mas não só.

Se por um lado a crescente consciencialização dos riscos de cancro da pele (e ainda dos danos causados pelos raios UV) deixam as mulheres menos suscetíveis a tirar a roupa, por outro, a perceção pornográfica do ato também pesa na balança. Além disso, mostrar o peito está cada vez mais conotado com manifestações feministas, cujo objetivo é promover os direitos das mulheres. O Guardian, que também escreve sobre o tema, lança para o debate o grupo feminista Femen e a recente campanha Free the Nipple, que encoraja mulheres a ficarem em topless para acabar com o estigma em torno de corpos femininos.

O artigo da Elle, intitulado “La fin du topless sur la plage?”, diz que o topless foi visto pelas mulheres como uma nova forma de liberdade em St Tropez na década de 1960. A situação, descreve a edição de verão da revista, é um “sinal preocupante de uma regressão tendo em conta o lugar das mulheres” — na sociedade, entendemos. Desde que Brigitte Bardot tirou a parte de cima do biquini na Riviera Francesa, que a correlação entre mostrar as mamas e liberdade feminina foi vista como um sinal de igualdade entre géneros. Agora serão poucas as mulheres que seguem o exemplo da atriz. “Parece extraordinário e deprimente”, escreve o Guardian.