Os preços em Portugal desceram pelo sexto mês consecutivo em julho, apesar de uma subida dos preços das rendas, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, indicou hoje o INE, cujos dados indicam que a inflação teve a maior queda mensal em termos homólogos pelo menos dos últimos dois anos.

Em julho, os preços caíram 0,87% e comparação com o julho de 2013. A diferença da queda no índice de preços é de mais do dobro face ao que se verificava em junho, também em comparação com o mesmo mês de 2013.

Segundo o INE, este é o registo mais negativo dos últimos dois anos e surge numa altura em que acumula seis meses seguidos em terreno negativo.

A explicação para a nova queda, diz o INE, está, por exemplo, no período de saldos que levou a quedas nos produtos que fazem parte do cabaz de vestuário e calçado que o instituto inclui no cálculo do índice de preços. Outra das principais quedas verificou-se nos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, que tiveram uma taxa de variação homóloga de -7,5%, quando em junho havia sido de apenas -1,5%.

Estas quedas foram de tal forma pronunciadas que provocaram a queda acentuada no índice de preços, mesmo com as subidas nos preços da habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, que subiram 2,2% em termos homólogos.

A grande contribuição dentro destas classes de produtos e serviços veio das rendas efetivas pagas por inquilinos de residências principais. Outra das classes de produtos que subiu foi a das bebidas alcoólicas e do tabaco, com um crescimento de 3,1%.

Ainda assim, estas subidas não foram suficientes para evitar esta queda pronunciada no índice de preços.

Mesmo contabilizando apenas a inflação do mês de julho em comparação com o mês imediatamente anterior, continua a verificar-se uma queda pronunciada: 0,7%.