O ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, diz que não é o “pivô” da crise no Grupo Espírito Santo e que cada um dos elementos da família tinha a responsabilidade por uma atividade do negócio, repartindo assim culpas com a família.

Em entrevista publicada na edição impressa do jornal brasileiro Estado de São Paulo, Ricardo Salgado parece passar culpas também para o resto dos elementos da família com responsabilidades no grupo: “Não sou o pivô (dessa crise). Cada um (da família) respondia por uma atividade de negócio. O Ricciardi pela presidência do BESI, o Manuel Fernando (Espírito Santo) pela holding Rioforte, e por ai vai”.

Segundo o Estado de São Paulo, Ricardo Salgado diz também que está mais em foco por ter sido um banqueiro em frente a uma instituição antiga.

“Estou no meio do olho do furacão porque sou um banqueiro à frente de uma instituição de quase 150 anos”, disse.
O jornal brasileiro cita fontes da família ainda para dizer que a estrutura do grupo era de facto muito complexa, mas que “o comando estava concentrado nas mãos de Ricardo Salgado”.

Estas declarações surgem numa notícia que dá conta de negociações entre o BESI Brasil, o braço de investimento do BESI no Brasil, para vender as unidades de gestão de ativos e de gestão de fortunas ao Banco Brasil Plural.