O tráfico humano entre África e a Europa e entre a América Latina e a do Norte rende anualmente 7 mil milhões de dólares (5,6 mil milhões de euros), revelou uma nova estimativa das Nações Unidas. As receitas globais, porém, podem ser “significativamente mais altas”, disse aos jornalistas Yury Fedotov, chefe do Gabinete das Nações Unidas para as Drogas e a Criminalidade, que apelou para uma cooperação internacional mais estreita para ajudar a destruir as redes de contrabando. “Tragédias terríveis ocorrem diariamente quando homens, mulheres e crianças depositam a sua confiança em criminosos, que os traficam pelas fronteiras nacionais”, acrescentou. Apenas a união de esforços internacionais poderá ajudar a “prevenir que os contrabandistas estejam um passo à frente no cumprimento da lei”, reforçou Yury Fedotov.

A Organização Mundial para as Migrações (IOM, sigla em inglês) estima que morreram cerca de 40 mil migrantes desde 2000 na tentativa de entrarem ilegalmente num novo país e 3 mil enquanto tentavam atravessar o Mar Mediterrâneo sozinhos, em 2014. No mês passado, cerca de 500 imigrantes ilegais que fugiam do Egito para Itália, morreram afogados no que a IOM considera ter sido “o pior naufrágio” dos últimos anos, causado por traficantes que atacaram e afundaram a embarcação.