“Dos autos resultam fortemente indiciados factos que integram a prática pelo arguido de um crime de violência doméstica, um crime de homicídio qualificado e de um crime de detenção de arma proibida, tendo sido aplicada ao arguido a medida de coação de prisão preventiva”, informou a mesma fonte.

O homem foi presente hoje à tarde a um juiz de instrução criminal no Tribunal Judicial de Leiria, onde, após a sua chegada, acorreram ao edifício familiares da vítima, gerando-se alguma confusão. O vidro da porta principal do edifício foi destruído, constatou a Lusa no local.

A juíza-presidente da Comarca de Leiria, Patrícia Costa, afirmou que o órgão de gestão da comarca iria participar ao Ministério Público da situação, assim como informar a Direção-Geral de Administração da Justiça.

A PSP está a investigar, mas não constituiu ninguém arguido, referiu fonte das relações públicas do Comando Distrital de Leiria desta polícia.

Na segunda-feira, uma mulher foi morta a tiro no prédio onde morava, na rua Álvaro Pires de Miranda, em Marrazes, Leiria.

O suspeito do homicídio entregou-se na madrugada do dia seguinte à PSP, em Lisboa.

“O suspeito, por sua livre iniciativa, entregou-se à PSP, referindo ser o autor do crime, tendo fugido posteriormente [ao crime] para Lisboa, onde viria a desfazer-se da arma na mata de Monsanto e da viatura em que se deslocava, na zona de Benfica”, que foram localizadas e apreendidas pela PSP, referia então um comunicado do Comando Metropolitano de Lisboa.

Segundo o mesmo comunicado, o arguido, de 31 anos, “terá atingido mortalmente a sua ex-companheira, uma mulher com 51 anos, através de disparo de arma de fogo, uma espingarda de canos serrados, provocando-lhe ferimentos letais”.

A PSP acrescenta que o suspeito foi identificado pelas 03:30, na rua da Mouraria, tendo sido entregue à Polícia Judiciária (PJ). O Departamento de Investigação Criminal de Leiria investiga o crime.

A vítima, que trabalhava num restaurante na mesma rua, tinha dois filhos maiores de idade.